Karla Oliva

 

Você já se imaginou como um cientista? Desses que usam jaleco e estudam os seres vivos, utilizando equipamentos de laboratório? Aposto que sim! Afinal, é intrínseco ao desenvolvimento da criança e do adolescente o gosto pela descoberta. Além de imaginar, os alunos do 6º ano têm vivenciado momentos pra lá de especiais, colocando em prática a investigação por meio da manipulação de equipamentos laboratoriais.

 A construção e o aprofundamento do conhecimento científico por intermédio de práticas investigativas é defendido por especialistas do ensino de Ciências, como: Lúcia Helena Sasseron e Anna Maria Pessoa de Carvalho (2013), que apontam a importância do caráter de investigação na construção da chamada Alfabetização Científica. Dentre as práticas investigativas está a experimentação, esta que é amplamente utilizada pela professora Karla Oliva e bem recebida pelo grupo de estudantes do 6º ano do Colégio Uirapuru. 

Para aprender sobre células e seres microscópios, os alunos utilizaram artifícios digitais, como simuladores e jogos educativos, mas, principalmente, o querido equipamento que possibilita a ampliação de estruturas microscópicas: o microscópio.

A aula prática foi desenvolvida utilizando a metodologia ativa de rotação por estações. Os alunos foram divididos em equipes, que passaram por quatro estações, sendo que, em cada uma delas, havia uma proposta de desenvolvimento prático orientado pelo roteiro de aula.

Na primeira estação, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as partes de um microscópio óptico, manuseando os componentes e relacionando com às suas respectivas funções.

Na segunda estação, a lâmina semi permanente de bactéria Escherichia coli pôde ser vista pelos alunos em um aumento de 400x. Além da visualização, os alunos aproveitaram para relembrar as características de uma bactéria, enfatizando as estruturas que compõem as células desse ser microscópico.

Na terceira estação, os alunos puderam observar lâminas de células animais e vegetais e realizaram uma comparação entre as estruturas de cada uma delas. Por serem seres vivos tão diferentes morfologicamente, por meio da análise das células e de suas estruturas específicas, os alunos conseguiram perceber que essa diferença já se inicia em nível celular, tomando proporções maiores, na formação de tecidos e órgãos especializados.

Nessa mesma estação, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer técnicas simples de preparação de lâminas e aprenderam sobre a importância e a especificidade do corante na visualização das amostras. 

Confecção de lâminas

Na quarta estação, os protozoários foram os responsáveis pela maior empolgação dos alunos. Esses seres microscópicos são de vida livre e encontrados em rios e lagoas. Os alunos puderam vê-los em lâminas, montadas por eles mesmos, com apenas uma gota d'água de lagoa. O mais interessante é que os protozoários estavam vivos, se locomovendo e proporcionando aprendizado em tempo real.  

Clique aqui para assistir ao vídeo e verifique os protozoários presentes nas lâminas montadas pelos próprios alunos. Você se empolgará com a movimentação desses seres tão pequeninos!

As aulas práticas são as mais esperadas pelos alunos, pois, além de serem muito interessantes, proporcionam a imersão no conhecimento e o desenvolvimento do protagonismo discente por intermédio de uma proposta de aprendizado dinâmica e efetiva. Dessa forma, as habilidades desenvolvidas nas aulas experimentais evoluem para questionamentos, curiosidades e interesses pelo "querer" investigar e aprender.

Carvalho, A. M. P. (2013) Ensino de Ciências por Investigação: Condições de implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning.

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