A formação e a sensibilização contínua dos professores é um dos principais pilares da qualidade do Uirapuru. Em setembro, a equipe de docentes do Ensino Fundamental 1 se reuniu para refletir e discutir sobre os seus instrumentos avaliativos, que podem ser rubricas, produções de texto, trabalhos em grupo, formulários etc, mas que, nessa dinâmica específica, tratou da elaboração das provas. 

Com base na leitura reflexiva prévia do segundo capítulo do livro Coordenador pedagógico: reflexões e desafios no dia a dia da escola, de Mônica Ferreira Lemos e Mônica G.G. Guerra, “A prova como instrumento avaliativo do trabalho do professor e da promoção do aluno”, os professores foram divididos em grupos por área de conhecimento: português, inglês, matemática. Cada grupo analisou como estão estruturadas as questões das avaliações e como são distribuídas as questões fáceis, médias e complexas dentro deste instrumento. 

 

 Progressão em espiral

 

O grande objetivo do encontro foi verificar a calibragem na construção de cada questão e na sua distribuição ao longo da prova. Essa estratégia de elaboração de avaliação precisa levar em conta um movimento de progressão em espiral das habilidades de cada aluno em cada série e, ao mesmo tempo, o progressivo entre séries, desde o 2º até o 5º ano. 

 De acordo com Andréa Vazatta, coordenadora pedagógica do Fund. 1, o professor do 5º ano precisa saber o que está acontecendo no 2º, o do 3º tem que saber o que acontece no 2º e no 4º. “Ele tem que saber até onde o 2º chegou e o que ele precisa entregar para o 4º. Esse movimento de compreender a série que vem antes e a que vem depois regula o que ele tem que entregar também na sua série. Cada série tem o seu compromisso de entrega e, num ano pandêmico, o Colégio cuidou muito disso: o que foi preciso acrescentar aqui, tirar um pouquinho ali, remodelar. Isso foi muito intenso para todos nós”.

 

 Nesse momento de reflexão, a equipe olhou para seus instrumentos avaliativos para verificar se  a “calibragem” estava adequada e o que, a partir daí, seria preciso adaptar nos planejamentos para seguir em frente. Esse é o movimento de espiral, que vai retomando e adequando as ferramentas de ensino, de maneira planejada, ao longo do ano escolar. 

 

 Planejamento invertido: de trás para frente

 

Na dinâmica organizada por Andréa, os professores se aprofundaram nessa estratégia, que envolve, primeiro, um levantamento de competências que devem ser adquiridas ao longo das séries. Essa é a base do trabalho. Quando o professor elabora um instrumento avaliativo, ele parte dessa meta de competências que pretende avaliar e que deve ser desenvolvida com os alunos ao longo do período em questão. Ou seja, os professores planejam o bimestre do fim para o início, a partir do que pretendem avaliar no fechamento da etapa. 

 “Essa meta é determinada já no início, então, tudo que o professor vai cobrar no instrumento avaliativo já é definido antes mesmo de começar a planejar. Assim, o planejamento é elaborado de acordo com todas as habilidades a serem desenvolvidas ao longo de um bimestre, do final para o início”, explica Andréa.

 

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