Os estudantes do Ensino Médio organizaram em agosto a quinta edição do Uiramun, evento que simula a Organização das Nações Unidas (ONU) no Colégio, com apoio oficial da ONU Brasil. Por meio de debates em que cada jovem representa um país, o evento emula a experiência de negociação e diálogo que acontece de fato nas Nações Unidas, para tentar garantir a manutenção da paz e da segurança internacionais, proteger os direitos humanos e promover ajuda humanitária e desenvolvimento sustentável.  

A professora Aline de Aquino, de geografia, que organiza o Uiramun com os alunos, contou que, em 2021, houve 102 alunos inscritos para dois tipos de simulação: uma do Conselho de Segurança e uma da Assembleia Geral. 

No comitê do Conselho de Segurança, as discussões giraram em torno da situação no Oriente Médio. “A ideia foi pegar alguns pontos de problemas do Oriente Médio, de maneira bem geral, como a guerra na Síria, a tomada de poder do Talibã no Afeganistão, a guerra no Iêmen, a questão de Israel. Eles debateram um pouquinho sobre cada um deles e, ao final, escreveram uma resolução”, explicou Aline.

Nesses debates, cada aluno representa um país e defende os posicionamentos desse país. “Então, se um aluno optou pelo Irã, ele vai defender os interesses da República Islâmica do Irã; se optou pelos Estados Unidos, vai defender o ponto de vista dos Estados Unidos da América. Isso é bastante importante porque não é o ponto de vista do aluno, do que ele pesquisou, mas é a forma como o estado que ele está representando lida com a problemática que precisa resolver ali”.

Na Assembleia Geral, o assunto foi o fim do embargo econômico a Cuba. Diferente do Conselho de Segurança, em que só alguns países participam, a Assembleia tem uma dinâmica diferente e é composta por todos os países do mundo. “Eu deixei livre para os alunos escolherem o país que mais gostariam de representar e teve de tudo: teve aluno que representou os Estados Unidos, a China, a Venezuela, então foi bastante heterogêneo esse ano”, conta Aline.

 

Diálogo e negociação 

A professora estimula os alunos a representar países bem diferentes e, quando isso acontece, é interessante acompanhar o exercício dos estudantes. “É fácil você defender a França ou a Finlândia, porque são países onde a democracia está mais consolidada, tem fundamento nos direitos humanos. É diferente de defender países onde os direitos humanos não fazem parte da constituição, então não existe a obrigatoriedade de aplicar esses direitos” ela pondera.

O exercício do diálogo e de se colocar no lugar de países tão diferentes enriquece a capacidade de respeitar a forma de ver o mundo de culturas que são muito diferentes da nossa. Aline relata que houve alunas representando países onde as mulheres não têm direitos, por exemplo, e elas compartilharam a dificuldade de fazer isso.

“O que eu peço para eles é que tentem chegar a um consenso. Negociem, conversem, voltem para o seu grupo político, conversem com seu grupo, retomem as negociações com outro grupo em outro momento para que os interesses dos dois sejam acolhidos nas discussões, sem a necessidade de votação. Porque a ideia da ONU é a ideia de consenso, de diálogo”, ela explica.

 

A abertura do Uiramun foi uma live, mediada pelo aluno Vítor Ribeiro, com dois convidados especialistas em relações internacionais: o professor e mestre Tanguy Baghdadi, do IBMEC do Rio e comentarista da Globo News, que falou sobre Oriente Médio, e o professor doutor João Silva, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), que discutiu sobre o fim do embargo cubano.

Quem perdeu a conversa pode assistir no canal do Colégio no YouTube.

Cliquei aqui para assistir a Live.

 

Usamos cookies para coletar informações sobre como você interage com nosso site, permitindo melhorar e personalizar sua experiência de navegação e realizar análises e métricas sobre nossos visitantes. Para obter mais informações, leia nossa Política de privacidade. Ao clicar em Eu concordo, você aceita a utilização desses cookies.

Configurar ou Rejeitar Aceitar todos