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As relações pessoais, de amizade, principalmente entre crianças e adolescentes, mudaram muito a partir da entrada das redes sociais neste convívio. Como a escola pode participar e colaborar para que este uso, mesmo fora dos muros da escola, seja feito de maneira responsável, respeitando os próprios colegas? Foi diante desta questão que surgiu o Projeto Ética Virtual do Colégio Uirapuru. Em 2018, diversas situações envolvendo as relações nas redes de WhatsApp, Instagram e Snapchat, trouxeram este desafio ao Colégio.
A ideia partiu do diretor Prof. Arthur Fonseca Filho. "Ninguém entende melhor o que acontece, quais a possibilidades e como sanar estas questões como os próprios alunos. Diante desta verdade, propusemos a criação de uma Comissão de Ética Virtual, selecionando alunos do 9º ano, com diferentes visões e ideias, para compor o grupo”, explica. O primeiro desafio foi usar o grupo do Whatsapp apenas como grupo de estudo. Durante os encontros, foram discutidos temas como anonimato na internet, diferença de interpretação em textos escritos e mensagens de áudio, responsabilidades e consequências. Uma campanha foi criada a partir de frases reflexivas de empatia - Como o outro se sente diante de situações expostas na rede? Onze frases, com imagens criativas, todas desenvolvidas pelos alunos, foram espalhadas pelo Colégio. Estão previstas atividades gravadas em vídeos, encenação do grupo de teatro e apresentações nas salas de aula.
A orientadora educacional do Ensino Fundamental II, Flávia Proença, explica que fica muito feliz em perceber que os alunos entendem o olhar atento da escola. "O projeto Ética Virtual é muito importante porque crianças e adolescentes sofrem com algumas situações e o projeto consegue expor o olhar atento da escola para estas questões. A era digital nos traz inúmeros benefícios, inclusive pedagógicos, facilitadores na aprendizagem, mas eles precisam explorar isso de maneira benéfica. Esta é uma sementinha que plantamos para que cada vez mais os alunos se aproximem da escola, tenham confiança e nos deixem ajudá-los para que a internet não crie marcas profundas em suas vidas”, explica Flávia.
Os alunos receberam com muita satisfação o convite para participar da comissão. Segundo eles, o Colégio reconhece a importância em ouvi-los por meio de relatos, opiniões e sugestões. "Somos jovens e muitas vezes não temos maturidade para entender os impactos que algumas atitudes podem causar. O Projeto Ética Virtual traz apoio moral para o aluno que prejudica e para aquele que é prejudicado dentro da comunicação digital", relata Isabela Canalle. Segundo o aluno Luís Felipe Sampaio é muito importante destacar a participação ativa dos alunos. "Como o projeto é feito por nós, é preciso fazer acontecer e comunicar nossos colegas sobre o tamanho da nossa responsabilidade”, explica. O professor de matemática do Ensino Fundamental II, Marlon Mendes, acredita que desta maneira os jovens constroem seus próprios conceitos e valores. "Dar voz aos alunos, que vivem a realidade virtual no seu dia a dia, traz proximidade. Nossa realidade ainda é muito diferente da que eles vivem, então nada mais sensato que entender os fatos baseado em experiências vividas. Tenho certeza que estarão cada dia mais preparados para se utilizarem dos benefícios da comunicação virtual de uma maneira muito mais consciente e responsável", conclui Marlon.