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                  Escola deve incentivar projetos que valorizem os processos  

"Colocar a mão na massa": essa é a essência para aprender dentro da cultura maker. O objetivo das escolas que trazem esse movimento é fazer dos alunos verdadeiros protagonistas, capazes de criar, consertar ou modificar objetos a partir de situações e necessidades cotidianas. No Colégio Uirapuru, uma equipe se dedica a estudar os efeitos desse movimento, trazendo ideias e tendências mundiais para explorar ao máximo a cultura, que valoriza o processo e não o produto final.
Há um tempo se fala muito em movimento maker, fortemente difundido nos Estados Unidos. Diante desta nova realidade dentro da educação, uma equipe, formada por professores e coordenadores, decidiu estudar a fundo quais os recursos necessários, em qual fase o aluno está preparado para aplicar os conhecimentos e como esse momento proporciona melhor entendimento nos processos aprendidos em sala de aula, muitas vezes abstratos - como por exemplo em Física, Química, Matemática.
Luciane Vellozo, coordenadora de Tecnologia Educacional do Colégio, reforça que a ideia com este movimento é integrar diversas disciplinas, promover a criatividade, ideias, colaboração das equipes e dar autonomia ao aluno. "Essa maneira de aprender, aliada aos livros teóricos, rompe muitas barreiras com resultados excelentes de aprendizagem. Já utilizamos nossos laboratórios para fazer esses experimentos, mas ainda este ano, o Colégio Uirapuru contará com um espaço projetado especialmente para isto" conta Luciane.  "Em um espaço maker o professor se torna tutor, pois participar junto ao aluno de tentativas e descobertas. Não há receitas ou roteiros a serem seguidos, o importante mesmo é o aluno estar disposto a pensar de maneira diferente da tradicional, experimentar e tentar sem ter medo de errar. O foco desta cultura está no processo” explica Eric Pizzini, professor de Física do Colégio Uirapuru.
As oficinas maker acontecem para grupos de no máximo 12 pessoas, podendo ser alunos - a partir do Ensino Fundamental - ou professores. Nessa proposta, os materiais utilizados são: sucatas, componentes eletrônicos, marcenaria, circuitos e kits de Robótica. Em 2017, o Colégio Uirapuru adquiriu kits "Vex Robotics", uma plataforma de robótica criada por engenheiros da NASA com o propósito de estimular alunos a compreenderem os elementos científicos desenvolvidos em sala de aula, através de prototipagem e engenharia. Aprender através do "Faça você mesmo" (ou Do It Yourself, em inglês) é a tendência que impulsiona inovação em empresas, serviços, projetos sociais e escolas.