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 Os Espaços de Aprendizagem já são realidade nas escolas do século XXI. Segundo o arquiteto responsável pelos prédios do Colégio Uirapuru,  Geraldo Caiuby, a arquitetura auxilia escolas ao gerar novos espaços de aprendizagem e isto é uma tendência mundial. “Há uma tendência para alinhar estudo e aprendizagem com convívio social. O arquiteto precisa pensar em estrutura versátil, com possíveis fechamentos, onde cada sala possa ser utilizada da melhor maneira, de acordo com a necessidade da proposta pedagógica”, explica Caiuby.
Segundo a coordenadora do Colégio Uirapuru, Maura Bolfer, esta realidade já estava presente desde o famoso relatório de Jacques Delors, economista e político francês, concluído em 1998. Segundo Delors, a escola deve estar pautada em quatro pilares: aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser. Tudo isto aliado às mudanças sociais, mediadas pelas tecnologias, provocam um novo olhar para a função social da escola. “A escola deixa de ser mera transmissora de conhecimentos, não mais tomados como verdades absolutas, mas deve estar em constante transformação e aperfeiçoamento, materializado na racionalidade prática, que lida com o inesperado, com o imprevisível e com sujeitos também em constante transformação. Como José Moran já alertava, a escola precisa aprender a gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. Esta é nossa proposta, fazer sempre o melhor para que nossos alunos aproveitem ao máximo a experiência de aprender”, explica Maura
Criar condições para que os alunos desenvolvam suas capacidades e aprendam os conhecimentos necessários para construir instrumentos de compreensão da realidade, de participação em relações sociais, políticas e culturais diversificadas e, cada vez mais amplas, tem sido o objetivo a ser alcançado pelas instituições educativas. Para que isto aconteça, é preciso pensar em novos espaços de aprendizagem, para além da tradicional sala de aula. Para aprender é preciso adquirir significado, sentido, por isso é papel da escola “dar significado”, “re-olhar” para o conhecimento.
O Diretor Arthur Fonseca Filho acredita neste novo momento da escola.  “Com a evolução tecnológica, a escola continua sendo escola, mas é preciso criar novos processos de aprendizagens. A sala de aula não deixa de ser importantíssima, mas é necessário aplicar novas configurações a elas. Os alunos de hoje aprendem em um ritmo diferente, eles também devem desenvolver suas habilidades e competências através de estímulos com experiências mais interativas. Devemos respeitar as diferenças, já que nem todos são iguais e nem todos têm as mesmas facilidades. Devo reforçar que só esses espaços de aprendizagem não bastam, é preciso manter uma proposta consistente, que traga também essas novas oportunidades na construção do conhecimento”, enfatiza Arthur.
O educador português António Nóvoa afirma que é preciso mobilizar novas energias na criação de ambientes educativos inovadores, de espaços de aprendizagem que estejam à altura dos desafios da contemporaneidade. Para ele, é preciso entender os espaços como uma as condições básicas para a realização da proposta curricular da escola.
Outros educadores, referências no mundo todo, apostam nessa nova tendência. Eles reforçam que as tecnologias também devem estar presentes a favor deste novo modelo. No Colégio Uirapuru, a implementação do Google For Education já criou um ambiente digital onde se trocam informações, se armazenam repertórios e conteúdos e onde alunos participam de fóruns, chats e grupos de estudos. O contato constante com professores e alunos de outras instituições, até mesmo internacionais, promove troca de conhecimento e permite um intercâmbio cultural.
Geraldo Caiuby ainda complementa que para que estes espaços de aprendizagem auxiliem nesta nova experiência de aprender, além das diversas possibilidades estruturais, eles devem promover entusiasmo, sensação de um ambiente leve, divertido e cheio de possibilidades no auxílio do pensamento criativo.
Espaço previsto para 2018